Apresentação, Vida Acadêmica e Profissional


Com o crescimento da contaminação pelas DSTS/AIDS participei de Oficinas no II Seminário Estadual AIDS/ ESCOLA, promovido pelo grupo DST/AIDS - EDUCAÇÃO E SAÚDE, na Faculdade de Serviço Social e Enfermagem, além de outros eventos. Em Friburgo, tive uma experiência enriquecedora com algumas Palestras e Oficinas desenvolvidas, dentre elas, uma palestra em evento realizado em NF pelo GRUPARJ – Grupo de pacientes artríticos do Rio de Janeiro.

Paralelamente, fui desenvolvendo em consultório na cidade do Rio de Janeiro Atendimento Psicoterapêutico, na vertente Reichiana, através de atuação em Grupo e Individualmente, até o ano de 2008, junto com Oficinas e Palestras, como as que ministrei no BNDES. Com o início de Palestras, Oficinas e Atendimento Psicoterapêutico em Nova Friburgo, que já ultrapassam os dez anos, resolvi ficar só nessa cidade, mas como carioca acostumada a ver o mar, busquei outras praias. De fevereiro de 2009 até 2010 trabalhei em Macaé e um tempo em Rio das Ostras. A partir de setembro de 2009 volto a atender no Rio de Janeiro- Botafogo, permanecendo o atendimento em Nova Friburgo.

Foi a partir da década de 70, em meio à efervescência cultural e política, quando ocorreram na Cidade do Rio de Janeiro diversos encontros multidisciplinares que abordavam as "teorias corporais", que aprofundei meu interesse pelo trabalho de Wilhelm Reich. Após passagem pela Psicanálise, pela Análise Transacional e pela Gestalt as teorias de W. Reich foram ocupando mais espaço em meu trabalho . De acordo com Reich, toda rigidez muscular contém a história e o significado de sua origem. É reflexo dos padrões e valores sócio-econômico-culturais da época vivida e das condições ambientais e de trabalho.

A Psicoterapia Reichiana tem por finalidade atuar sobre a rigidez corporal e/ou falta de tensão, restabelecendo e mantendo a saúde "físico-emocional" dentro de uma perspectiva de transformação nas relações afetivo-sexuais, profissionais e sociais. Esta abordagem engloba os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e energéticos em consonância com a energia orgonômica descoberta por Reich mais tarde. Embora partindo das teorias psicanalíticas, Reich não ficou restrito à Psicanálise. Ampliou a intervenção psicoterapêutica para o plano corporal o que me permitiu, enquanto psicoterapeuta, utilizar além da verbalização, exercícios respiratórios com características próprias e a massagem que recebeu influências de algumas técnicas orientais.
Em minha formação, tiveram importância técnicas utilizadas na Bioenergética que é uma das vertentes do trabalho de W. Reich. Cada um de nós, Psicoterapeutas Corporais, tem uma trajetória e visão de mundo que é única e que determina nossa atuação e leituras. Dependendo de como vemos o mundo e de nossas experiências e vivências, lemos Reich ressaltando em seu trabalho uma ou outra concepção teórica. Assim, não foi por acaso que fiz, nos anos 90, Pós-Graduação em Sociologia Urbana na UERJ/RJ. A complexidade e a turbulência que se avolumam nas cidades têm tomado um vulto que torna cada vez mais necessário compreender a construção de identidades "psicológica, corporal, sociológica e energética", levando em conta as Políticas Públicas implementadas nas cidades de nosso país. São políticas de saúde, educação, transporte, habitação, trabalho, meio ambiente, formação e recolocação profissional que nem sempre têm como alvo a saúde e o bem estar dos cidadãos e cidadãs.
Deixei de lado a psicologia relacionada ao trabalho nas instituições por causa dessas mesmas políticas públicas que intervieram na educação, na colocação e na recolocação profissional aquém das necessidades do país e da população.

Percebendo as demandas atuais, resolvi fazer Pós-Graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional na UCAM/NF, com vistas a colaborar da melhor forma possível com aqueles que me procuram visando um acompanhamento psicoterapêutico a fim de superar dificuldades de âmbito afetivo e/ou profissional. Entender e relembrar outras formas de refletir sobre o campo institucional com intervenções que possam conduzir a um desempenho mais adequado no mundo atual, assim como a sua própria estruturação, e desenvolver projetos mais convenientes de atuação nas instituições que possibilitem melhor qualidade de saúde e de bem estar, é uma busca contínua.
A interligação entre atendimento clínico psicoterapêutico e intervenção institucional remonta aos trabalhos de Wilhelm Reich com os trabalhadores e a atuações profiláticas que desenvolveu, já naquela época, com os jovens abordando a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis.

Dentro desse caminho de idas e vindas, o trabalho psicoterapêutico assim como as intervenções institucionais podem continuar sua trajetória conjunta. Trabalhar insuficiência de convergência, pânico, auto estima, estresse pós-traumático, depressão, violência, gravidez precoce, qualidade da voz, problemas psicológicos que interferem na gravidez e no parto, dores no corpo, doenças na pele, doenças respiratórias, doenças circulatórias, dificuldades afetivo-sexuais, falta de atenção, de equilíbrio, posturas corporais inadequadas e doentias, ambiente de trabalho inadequado, assédio moral, isolamento entre os colegas de trabalho e dificuldade de encontrar novos caminhos profissionais são motivo de atenção durante o atendimento psicoterapêutico ou palestras e oficinas nas instituições. É preciso resgatar e estimular a interação social com base na cooperação, a descoberta e o desenvolvimento de potencialidades, para atuar com mais precisão e menos tensão, num mundo em mudança cada vez mais veloz, caracterizado pelo capital volátil. Essas intervenções podem ser feitas num atendimento psicoterapêutico individual e/ou através de projetos para receber novos profissionais e para o desenvolvimento e capacitação profissional e emocional, organizados para as instituições interessadas de acordo com as necessidades apresentadas e para as que possam surgir durante o desenrolar das atividades.